ES* Los llamados memoriales, también conocidos como marmoriais, son unos originales monumentos que surgen referenciados en la documentación portuguesa a partir del siglo X. Sin embargo, a pesar de su antigüedad y singularidad, su función original continúa siendo objeto de encendido debate entre los investigadores.

PT* Os chamados memoriais, também conhecidos como marmoriais, correspondem a peculiares monumentos que começam a ser referidos na documentação portuguesa a partir do século X. Porém, apesar da sua antiguidade e singularidade, a sua função original continua a ser objeto de aceso debate entre os investigadores.

Memorial da Ermida. Fotos: Rota do Românico.

Canal Patrimonio Flumen Durius

ES*  El sentir más generalizado es que se trata de edificaciones ligadas al mundo funerario y a la evocación de la memoria, aunque su localización en las proximidades de caminos o cruces viarios parece contravenir el precepto cristiano de aproximar el espacio mortuorio al suelo sagrado. Así pues, aparte de la asumida consagración funeraria no se descarta la posibilidad de que también desempeñasen un destacado papel como hitos o marcadores de las propiedades señoriales.

Formalmente el Memorial de la Ermida se integra en el grupo de memoriales representativos de la región de Douro Litoral: muestra base de piedra rectangular con zapata en la que sería abierta la cavidad sepulcral, y tapadera erguida sobre dos columnas geminadas. Sobre este zócalo descansa un arco quebrado decorado con medias esferas encimado por un friso con hojas esculpidas análogo a otros aplicados en las paredes del Monasterio de Salvador de Paço de Sousa (Penafiel), del siglo XIII. Por lo demás, y como es habitual en este tipo de monumentos, destaca su asiento junto a la conocida Estrada Velha, una importante vía de comunicación que ligaba la ciudad de Oporto con las poblaciones de Sousa e Irivo.

Cuenta la tradición que los memoriales del Douro Litoral estarían asociados al cortejo fúnebre de Doña Mafalda, hija del monarca Sancho I, que falleció en Rio Tinto el 1 de mayo de 1257 durante la vuelta de su viaje a la Catedral de Oporto como devota de Nuestra Señora de Silva. Sostiene la leyenda que tras su muerte en Rio Tinto, el trayecto hasta el monasterio de Arouca en donde se encuentra sepultada fue jalonado con los afamados memoriales que darían breves descansos a su féretro. Otros relatos defienden que estos monumentos estarían dedicados a acoger las tumbas de los nobles muertos en duelo dada la imposibilidad de darles sepultura en suelo sagrado.

Sea cual fuese la función de estos memoriales, lo cierto es que aún hoy sus peculiares formas continúan evocando memorias de tiempos pasados y estimulando el imaginario popular.

PT* A ideia geral é de que se tratam de construções ligadas ao mundo funerário e à invocação da memória, ainda que a sua localização ao longo de caminhos ou cruzamento de vias parece contrariar a tendência cristã de aproximar o espaço dos mortos a solo sagrado. Assim, além da sua assumida função funerária, não se descarta a possibilidade de também desempenharem um importante papel como pontos de referência para a marcação e delimitação de propriedades senhoriais.

Do ponto de vista formal, o Memorial da Ermida integra-se no grupo de memoriais característicos da região do Douro Litoral: apresenta uma base de pedra retangular com sapata, na qual foi aberta a cavidade sepulcral, e uma tampa erguida por colunas geminadas. Sobre este conjunto, repousa um arco quebrado decorado com meias esferas, encimado por um friso com folhas esculpidas, à semelhança das paredes do Mosteiro de Salvador de Paço de Sousa (Penafiel), do século XIII. Por outro lado, e como é frequente neste tipo de monumentos, destaca-se a sua localização junto à conhecida Estrada Velha, uma importante via de comunicação que ligava o Porto às populações de Paço de Sousa e Irivo.

A tradição popular conta que os memoriais do Douro Litoral estariam associados ao cortejo fúnebre de D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I, falecida em Rio Tinto a 1 de maio de 1257, aquando do regresso da sua viagem à Sé do Porto, em devoção a Nossa Senhora da Silva. Reza então a lenda que, após a sua morte em Rio Tinto, o trajeto até ao mosteiro de Arouca, onde se encontra sepultada, foi assinalado pelos famosos memoriais, que ofereciam um breve descanso ao seu caixão. Outros relatos defendem que estes m

onumentos estariam dedicados ao sepultamento dos nobres mortos em duelo, dada a impossibilidade do seu enterramento em solo sagrado.

Seja qual for a sua função original, o certo é que ainda hoje as suas peculiares formas continuam a evocar memórias de tempos passados e a estimular o imaginário popular.